Ao ligar uma empresa em média tensão (Grupo A), uma das primeiras decisões de projeto é o tipo de subestação: aérea (transformador no poste ou plataforma) ou abrigada (cabine em alvenaria). A escolha impacta custo, prazo, segurança e a capacidade de expansão futura.
Subestação Aérea
O transformador fica instalado em poste ou plataforma, ao tempo. É a solução de menor custo e obra mais rápida, comum em potências menores — indicada para cargas rurais, comércios e indústrias de pequeno porte.
- Menor investimento em obra civil
- Aprovação e execução mais rápidas
- Limitada em potência pelas normas da concessionária
- Equipamento exposto ao tempo e a vandalismo
Subestação Abrigada
O transformador e os equipamentos de proteção e medição ficam em cabine construída para essa finalidade. É a solução para potências maiores e instalações críticas.
- Comporta potências elevadas e múltiplos transformadores
- Proteção contra intempéries e acesso controlado (segurança NR-10)
- Facilita manutenção e futuras ampliações
- Maior custo de obra civil e prazo de execução
Como Decidir
A decisão parte do levantamento de cargas e da projeção de crescimento: potência necessária hoje, expansões previstas, geração solar futura e exigências da concessionária local. Veja nosso serviço completo de projetos de subestações ou entenda a tarifa de média tensão no artigo Como funciona o Grupo A.
Perguntas Frequentes
Subestação aérea tem limite de potência?
Sim. As concessionárias limitam a potência de transformadores em poste (os limites variam por concessionária e tipo de estrutura). Acima disso, a solução passa a ser subestação abrigada ou em plataforma.
Subestação abrigada precisa de sala exclusiva?
Sim. A cabine deve atender aos requisitos da concessionária e das normas: acesso restrito, ventilação, portas corta-fogo quando exigido, malha de aterramento e sinalização de segurança.
Posso transformar minha subestação aérea em abrigada depois?
É possível, mas envolve novo projeto, obra civil e nova aprovação na concessionária. Por isso vale dimensionar pensando na expansão futura da carga.
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